Arquivo mensal: outubro 2014

Gosto de agradecer

Meus agradecimentos no TCC da graduação, em 2010.

 

Agradeço a Deus pela oportunidade da vida, pelo eterno aprender. Com certeza nesses 4 anos de PUC aprendi muito com cada pessoa que conheci, em cada momento. (Até no stress do TCC rs)

Família | Mãe (Renata) e Andrews (irmão), obrigado pelo apoio incondicional em TODOS os momentos, vocês são o meu tudo! Essa conquista é mais que minha, é NOSSA! Agradeço meu tio Vicente, meus amigos Rosana e Marcio, pelas caronas pra’s entrevistas do PROUNI. (Agradeço ao Lula também rs)

Busão Mogi-PUC | Agradeço a galera do busão, todos sem exceção foram mais que amigos e me ajudaram em cada momento. As festas foram a melhor parte! Obrigado especial pro Marcião, cara nós entramos nessa juntos e você foi fundamental pra mim.

Professores | Desde o primeiro professor, o Prisco, passando pela Dulce, Mauricio, Rita, Geribello, Joelma, Caetano, até chegar ao orientador do TCC Wagner, o meu muito obrigado!

Amigos 1º grupo | Carolzita, Mari, Camilinha, Raya e Rafa Testa. Foi demais!

Agência Ameise | Steven (Otávio), Du (Eduardo), Diego e Thais, muito obrigado! Aprendi muito e valeu super a pena!

Agência Maori | Finalmente! Abraz, Tok&Stok… bom, acho que vou sentir MUITA falta disso. Obrigado a todos por me aceitarem. Vocês já trabalhavam bem e mesmo assim me “contrataram”… a pergunta é: Me contrataram porque sou bom ou sou bom porque me contrataram (rsrs)?

Raya | Cara, obrigado por me convidar pra trabalhar na Maori (rs)! Brincadeiras a parte, eu estava n’uma fase difícil na facul e você me ajudou MUITO. De todo coração, valeu! Gu | Aquele dia pra irmos na Tok&Stok você foi muito gente fina. Valeu por tudo! Ah, e as suas piadas são as únicas que eu reconto. (rs) Mamá | Você é um doce, até quando fica stressadinha (rs) Eu sei que nesse coração ai tem um monte de coisas boas, seja sempre assim! Lari | Antes da Maori, não gostava de você. Mas quando cheguei, vi que você é mais especial do que pensava. Estudiosa, dedicada… Aquelas fotos no WalMart foram comédia! (rs) Ni | Você é talentosa! Gostei de trabalhar com você! Quem sabe um dia eu redator e você diretora de arte (rs). Em São Paulo?

Bom, um ciclo se encerra. Outro recomeça! E apesar do frio na barriga, a expectativa para o novo, o próximo, o seguinte, o adiante… é inevitável.

Desejo sucesso pra nós! (pois sucesso sozinho não tem graça)

A gente se esbarra por ai!

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Quando Deus me receber

A morte é um mistério a ser resolvido. Não a morte propriamente, mas o porquê se morre.

Mistério posto e jamais resolvido, dedico-me agora a falar da dose de realidade do dia. Hoje, a morte visitou uma amiga jovem, bonita, de bom coração, cheia de sonhos… e a combinação dos fatos me deixou multiplamente triste.

A morte é aquela inspetora de alunos que sai da diretoria apenas para lembrar que a vida não é feita só de recreios com brincadeiras e guloseimas. A morte é a aquela pia cheia de louça gritando para ser lavada apenas para lembrar que a vida não é feita só de deliciosos almoços em família. A morte é aquela ligação não atendida do ex-grande-amor da sua vida apenas para lembrar que a vida não é feita só de conchinhas e beijinhos. A morte é… ridícula.

Quando chegar lá em cima, caso o céu seja realmente em cima, vou esperar educadamente pelos ritos de praxe e, na primeira oportunidade, vou metralhar: “Qual o sentido da vida?” e “Qual o sentido da morte?” e, com todo o respeito do mundo “Se Deus criou tudo, quem criou Deus?”.

Não tenho medo de perguntar. Nem medo de morrer. Só tenho medo que doa. Certa vez, na igreja Presbiteriana, um dos estudiosos da Bíblia disse que morrer é como um “abrir e fechar de olhos”. Você fecha o olho aqui e abre lá. Lá onde mesmo? Enfim, esse enfoque é confortante, mas só morrendo para saber. Me irrita isso que a vida tem de não permitir ensaios. Se bem que ensaiar a morte seria um pouco estranho.

Estou pensando aqui: seria a vida um grande ensaio? Se sim, estamos ensaiando para quê?

Gosto de conversar com Deus antes de dormir e sempre digo “Deus, obrigado por mais este dia. (…) Abençoa os meus vivos queridos, dá força, alegria, sonhos bons. (…) E cuida dos meus mortos queridos, para que fiquem bem onde estão e blá-blá-blá, em nome de Jesus. Amém”. A única coisa que não digo é que a vida faz pouco sentido. A morte então…

 

Dedico este texto ao sorriso e olhar sinceros de Marcella Mary e a todos os meus mortos queridos.

Sobre amor e brigadeiro

Eureca: o amor se parece muito com brigadeiro de panela.

Para amar, separe:

1 Colher de sopa de paciência

1 Lata de confiança

4 Colheres de sopa respeito

Aqueça a relação, digo, panela em fogo médio. Baixo demais é amizade. Alto demais é paixão passageira e queima.

Acrescente 1 colher de sopa de paciência. Seja generoso, é uma colher bem cheia, de mãe. É a paciência que vai dar a liga. Ela ajuda a desfazer os caroços, digo, problemas que surgirem durante o preparo e dá aquele brilho especial ao amor, digo, brigadeiro.

Logo após utilize toda a lata de confiança. E cuidado! Pode ser que ao abrir a lata você se corte, mas isso é natural. Confiar requer coragem e a gente, de vez em sempre, se corta. Não se preocupe. Cortes ocasionados por latas de confiança doem, sangram, incomodam, mas coloque um curativo e siga em frente. O brigadeiro, digo, o amor sobrevive aos cortes, que quando cicatrizados funcionam como um memorial aos mártires que lutaram bravamente por amor. Nobre, não é? Em última análise, cortes acontecem, mas o importante é o brigadeiro, digo, o amor. Resumindo o resumo: foque no amor e não nos cortes.

Em seguida acrescente 4 colheres de sopa de respeito. Por si mesmo, pela outra pessoa, pelos sonhos, vontades, anseios, de cada um. Sim, eu disse um. Vocês agora serão um. E essa é a magia do brigadeiro, digo, amor: se junta coisas diferentes, que quando misturadas da maneira certa, se tornam uma coisa só. Fofo, não é?

E então, mexa sem parar até desgrudar da panela. Bem, agora vem aquele momento em que você precisa se dedicar, e muito. O amor, digo, brigadeiro, não é para os preguiçosos. Se quiser algo, é preciso mexer-se sem parar, até desgrudar da panela, digo, até chegar aonde se quer. A vida se parece muito com brigadeiro de panela. É preciso estar atendo ao fundo da panela, a altura da chama, a textura da mistura, o tempo decorrido até então, etc e etc. Boas relações são feitas de pessoas atentas aos detalhes, com vontade suficiente de fazer dar certo. Sacrifício que será docemente recompensado.

Por fim, se for ansioso como eu, espere só esfriar um pouco e se delicie, ali na panela mesmo, as colheradas. Simplicidade define.

Se você é daqueles que gostam de transformar o brigadeiro em um acontecimento, unte um recipiente onde a mistura será despejada e faça pequenas bolas com a mão passando-as no chocolate granulado.

Última dica (de quem sabe pouco de brigadeiro e menos ainda de amor): coma aos poucos, devagar, sem pressa. Se delicie com cada colher ou bolinha granulada. Sinta o sabor, o aroma, a textura. Se possível, leve o brigadeiro, digo, amor até a boca e feche os olhos. Viva aquele momento por inteiro. Penso que brigadeiros, assim como amores, devem ser celebrados. Ser doce é preciso.