Ali, vi antes.

E mesmo autoforçado a não dizer nada, me disse que sua mente é sempre invadida por boas lembranças, aquelas.

Disse que a vida pode ser leve. Um paraíso de coisas simples. Como quando em poucas e inesquecíveis vezes, foi acordado pelos carinhos do amor de sua vida. Confessou-me que em quase todas, já estava acordado, mas permanecia deitado a esperar pelos beijos de bom dia. Quando estava realmente dormindo, a surpresa de ser acordado com amor era tão deliciosa, que não havia mau humor matinal que resistisse a tanta doçura.

Ao me dizer, havia em seus olhos um brilho especial de quem é feliz, por instantes. Ou ainda um brilho feliz de quem é especial, por nascimento. O amor é simples, quase sempre.  Disse-me sorrindo.

Ao terminar de contar sua anedota amorosa, com toque de ingenuidade de criança, me encheu de perguntas, com respostas óbvias: Isso, que mágoa afoga? Quem resiste recordar isso? O que diriam?

Acho que diriam que você é preguiçoso. Mas eu, digo que é um privilegiado.

Diriam beijos. Digo, na verdade, que os lábios dançavam ao som de “o mundo acaba hoje e eu estarei dançando.”

Diriam abraços. Digo eu, que eram minutos de conforto num mundo duramente cruel.

Eu digo que foram momentos aliviantes. Digo que amor… ali, vi antes. E digo mais, se você soubesse escrever poesia, diria que…

 

O amor dá uma saudade.

Saudade de se sentir.

Sentir bem sem motivo.

Motivo que era o amor.

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