Sozinho, às duas

São quase duas. O sono tenta me derrubar, mas o aperto no peito e os pensamentos a mil não deixam. Ouço mil vezes aquela música que apareceu ao acaso na Internet e serviu perfeitamente como uma camiseta básica da Hering. Clarice Falcão, eu me lembro…
São tantas coisas boas. Algumas ruins. O amor. Sempre ele. Se fosse possível esquecê-lo. Não é? Talvez eu só precise do colo da mãe. Mas e quando a mãe se for? Quem aliviará a dor? Quem dirá que vale a pena acreditar no amor?
Eles. Todos eles. Dizem que vale a pena. O amor. Acreditar. Nós. Eu. Será?
A vida é dura. E dói. Então, para aliviar a dor, pessoas se escolhem por amor. Para serem como chocolate em dias de TPM. As boas relações se parecem muito com brigadeiro de panela. Ser doce é preciso.
A verdade sobre amor é que para ser dois, antes é preciso ser um. Eu não aprendi ainda. Deve ser mais uma daquelas durezas da vida, como nascer, morrer ou conviver consigo mesmo sem enlouquecer. Coisas que só se pode passar sozinho.
Sozinho! Eu preciso estar sozinho.
Eles concordam. Todos eles. E já passa das duas…
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