Arquivo mensal: outubro 2021

— Eu tenho medo de altura…

— Sobe logo!

— …

— Eu nunca trouxe ninguém aqui.

— …


— Você ainda tá com medo?


— Tô!


— Medo de quê?


— De descer… rs’

– oemquepensar

— Por que você tá todo ‘bobiço’ hoje?

— Ah, tô tentando te agradar, você tá ‘chatiço’ hoje.

— Pois é…

– oemquepensar

Só te entrego meu coração se você disser que nunca sentiu nada parecido por ninguém antes, mas não me diga com palavras… atitude, essa é a palavra!

Eu só quero se for único, verdadeiro, absurdo, amável, visceral, admirável, dilacerante, justo, respeitável, puro, mais do que eu imagino… parece complicado, mas é simples! Ser você mesmo não é tão difícil assim…

E eu continuo acreditando no “pra sempre”, mas já não faço disso uma condição. A única regra aqui é fazer bem e sorrir… e, se possível, pra sempre.

– oemquepensar

Eu acho que a gente tem uma conexão tão foda. Tão “tava escrito”. Tão “era pra ser”…

E tô sempre tão acostumado a me dar inteiro e receber você inteiro de volta, que quando falta um pedacinho seu, ou quando eu acho que falta um pedacinho seu, já fico mal…

A sensação é tipo a de um viciado com abstinência em crack, mas pior, já que estamos falando da droga do amor…

E é aí que o problema começa. Eu não deveria me sentir mal por achar que falta um pedacinho seu. Simplesmente por que nenhum dos seus pedacinhos é um pedacinho meu. Você é de si mesmo e se dá pra quem, quando e onde quiser…

Eu sei, tô sendo intenso. Até queria não me importar tanto, não esperar tanto, não idealizar tanto, mas não dá. Esse sou eu. Esse é um dos meus pedacinhos…

E se você quis se dar pra mim agora, você precisa abraçar esse meu pedacinho com carinho, do mesmo jeito que abraça os meus outros pedacinhos. Juro que tô fazendo o mesmo por você…

Sabe, talvez esse seja o segredo. A gente vai abraçando com carinho os pedacinhos um do outro e quando vê já se passaram dez meses, dez anos, uma vida inteira…

E aí, quando estiver naquele jardim daquela casa de campo, vai olhar pra trás e poder dizer que valeu a pena cada pedacinho.

– oemquepensar

Um dos meus porteiros se chama Zé.

E eis aí o cúmulo da redundância.

Me incomoda dizer “Bom dia, Zé” ou “Bela Camisa, Zé”. Pareço preconceituoso.

Deveria ser um outro nome. Diferente. Original. Que tal… Luzinete?

– oemquepensar